18 de mar de 2015

18 de março com seus três anos de blog e um mês fora da casa dos pais

A primeira coisa que venho dizer é que é impossível falar tudo o que eu quero em um só post, então provavelmente eu vou retomar esses assuntos depois, isso se por acaso eu continuar com o blog. Pois é, agora já entramos no assunto delicado de continuar ou não com essa parada aqui que faz 3 aninhos hoje.

Tá, mas por que disso?

Caso alguém não tenha percebido, eu larguei o Quase à Toa sem mais nem menos no fim de Janeiro. Não foi porque eu terminei meu namoro de 4 anos, não foi porque eu entrei pra faculdade, não foi porque eu mudei de cidade, não foi porque eu tive que resolver mil coisas e nem porque eu fiquei uma semana sem computador. Claro que tudo isso influenciou o desenrolar da minha vida pessoal de uma maneira bem forte, e como esse blog na teoria é nada mais do que um reflexo da minha vida, tudo isso teve uma pontinha de culpa na minha decisão de foda-se toda essa merda.

Sim, foi exatamente isso. Pessoas que tem blogs, canais, livros, trabalhos paralelos, projetos pessoais ou qualquer coisa na qual o tempo livre seja investido, provavelmente vão passar por uma situação parecida em algum momento da vida: a sensação de estar se dedicando a algo que parecia ser super importante pra você, mas que agora não passa de uma pilha de entulhos. Você simplesmente se sente tão insatisfeito que nem sabe onde, como e quando as coisas deixaram de te trazer orgulho e passaram a te trazer desgosto. Perdi a vontade de postar (qualquer coisa que fosse), perdi a alegria de ler comentários e responder pessoas no facebook, perdi qualquer sentimento de interesse nas coisas que antes me ligavam tão fielmente a esse blog. Fui empurrando com a barriga até largar tudo na primeira esquina que virei.

Mas o pior de tudo é que eu perdi minha identidade.

Isso aqui não sou eu. Um dia talvez realmente foi - em alguns posts continuou sendo - mas no geral o que eu vejo nessas páginas e páginas de conteúdo são pedacinhos de Juliana que não se encaixam. Não se identificar com algo que você mesmo faz é a pior sensação do mundo. Começou a me incomodar de uma forma tão grande que eu simplesmente parei, não sei se quero mudar e continuar, não sei se quero excluir tudo, não sei se é só mais uma das minhas mil fases... A questão é que hoje se completa o terceiro ano que passo por trás dessa miúda página perdida na internet, e é o primeiro momento em que eu realmente penso em jogar tudo fora.

Fora esse pequeno detalhe, que já rendeu mais parágrafos do que deveria, hoje também faz um mês que saí da minha cidadezinha pacata do interior de São Paulo pra viver na capital catarinense, Florianópolis. Se existiu algum mês mais confuso e cheio de experiências diferentes na minha vida, com toda certeza apagaram ele da minha memória. A mudança é grande em todos os aspectos, mas era um choque necessário, eu acho. Se não era necessário pelo menos está sendo mais produtivo do que qualquer conforto em permanecer na inércia.

Sair do conforto, um bom tema pra anotar ao lado dessa data. Dessa e de todas as próximas, eu espero.



27 de jan de 2015

Look: Down by the river



O Hamsá (ou mão de Fátima) é um amuleto/talismã usado contra o mal-olhado e tudo aquilo que for ruim, principalmente por islâmicos e judeus, embora o símbolo já fosse utilizado para proteção em épocas bem anteriores. Nunca fui de acreditar nessas crenças mas sempre achei muito legal tudo o que envolve um amuleto ou símbolo de sorte, é de fato muito interessante, por isso o Hamsá estampa meu novo vestido - lindo, por sinal - da Fecbek.

Com um vestido desses, que já chama muita atenção sozinho, só precisei acrescentar uns anéis e um batom vinho. A botinha é da Oasap e achei super confortável! Já sei que vou usar bastante no inverno e em dias chuvosos. Usei esse look no último sábado, só que com a velha e fiel Lita de spikes. Confiram as fotos:









Vestido: Fecbek
Bota: Oasap



19 de jan de 2015

Inspirações de vestidos para festa de 15 anos

Se você aí completa seus 15 anos de vida em 2015 provavelmente já deve estar planejando uma possível festa, uma viagem ou um presente especial. Eu comemorei meus 15 como qualquer outro aniversário, sabia? Só ganhei minha câmera, que foi um presente mais carinho que os outros, mas nada demais comparado com outras pessoas.

É fato de que essa tradição ainda é bem presente por aqui, e muitas meninas acabam optando pela festa por diversos fatores... Nesses casos escolher e comprar o(s) vestido(s) pode ser a parte mais demorada (e também a mais cara) porque tudo tem que estar perfeito. Por isso vou apresentar pra vocês uma loja online maravilhosa: a Dresswe.com.


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Com muitos e muitos vestidos incríveis por um preço bem ok, a loja entrega para o Brasil e ainda oferece frete grátis nas compras acima de $169. O grande diferencial é que você pode customizar um modelo pra ele ser exclusivamente seu, combinando a parte de cima de um com a parte de baixo de outro, por exemplo, ou adicionando mangas, recortes e detalhes especiais. E além de vestidos o site também conta com uma grande variedade de sapatos e acessórios, tudo pra deixar seu dia ainda mais especial.


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O foco do post são as debutantes mas tem vestidos pra todas as ocasiões. Vestido de noiva, de madrinha, de formatura... Modelos atualizados 2015 que vão dos mais extravagantes e cheios de detalhes até mais simples e discretos. Todos maravilhosos! Dê uma olhada.


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E aí, o que acharam dos vestidos da loja?



16 de jan de 2015

Max



O telefone tocou a primeira vez, não quis ter o trabalho de levantar da minha enorme poltrona velha e atender. Então tocou a segunda, a terceira e depois de um tempo a quarta. Provavelmente era alguém interessado em saber como eu estava... Maluca? Era sempre a mesma coisa depois que saí do hospital, era só "desaparecer" por algumas horas de seus celulares e redes sociais, não responder algumas mensagens, não atender algumas ligações, e pronto, havia pirado novamente.

A questão aqui é que eu nunca fiquei doente, nunca perdi minha sanidade mental como aquele médico gordo entupido de comida de microondas e viciado em analgésicos diagnosticou. Estúpidos. E era tudo culpa do Max, ele que me deixou desse jeito. Não louca, mas frágil. Frágil a ponto de não conseguir lutar contra nada, aceitar tudo o que ele me fazia por medo do que mais ele pudesse fazer. E depois de longos anos, quando eu enfim arrumo forças para fugir, pronto, sou louca. Mandem-na para um hospício, e rápido.

Ouvi uma gota caindo no chão da minha cozinha.

A verdade é que depois de um bom tempo vivendo um pesadelo você não diferencia muito bem as coisas. Você não sabe quem quer te ajudar e quem só quer o seu mal, você não sabe onde ir, onde ficar e o que fazer. Tudo na sua cabeça é uma ameaça, nenhum lugar é seguro, ninguém é digno de confiança. Tudo que você quer é fugir daquilo.

Outra gota na minha cozinha.

Então você encontra uma chance, talvez sua única chance e não pode perdê-la. Quando Max sai para comprar uns cigarros, ah como eu odiava aqueles cigarros, você ouve dois toques de buzina vindos do carro parado na sua rua, era o sinal, pega uma carona sem carregar nenhum documento ou mala, só com umas notas no bolso. Depois sobe em um trem lotado de imigrantes latinos e outros fugitivos, também fugindo de seus pesadelos, e vem um certo alívio em meio a adrenalina. Doze dias vagando sem rumo, que foram os mais felizes da sua medíocre vida, e então uns policiais te encontram, e você, com a esperança dilacerada nos olhos, tenta explicar como veio parar ali e porque não podia voltar. Louca. Mandem-na para um hospício, e rápido.

Outra gota na minha cozinha.

Era óbvio que Max não me procurou, quem ligou para a polícia e iniciou as buscas foi meu vizinho, "que já desconfiava da minha loucura", segundo ele. Max também não foi me visitar no hospital, na verdade poucas pessoas foram, isso é o que acontece quando você não tem familiares ou amigos íntimos, só colegas de trabalho e vizinhos, que na maioria das vezes são só números na sua vida. Eles ficaram encarregados de me ligar, conversar comigo e conferir como eu estava, segundo os médicos era bom ter amigos. Mas eles não eram meus amigos, não mesmo.

Outra gota na minha cozinha.

Depois que eu saí não podia voltar pra casa, claro, mas o pessoal do hospital fez questão de me levar. Quando chegamos as portas estavam trancadas, uma enfermeira guardava as chaves e entrou comigo, a casa estava vazia, ela me deu um abraço e me desejou paz. Dormi e tive as semanas mais normais dos últimos três anos. Mas claro que o Max ia voltar, ele sempre voltava.

Mais uma gota na minha cozinha.

Liguei várias vezes para o hospital, e para alguns dos conhecidos que me monitoravam, mas disseram que eu tinha depressão, depois síndrome do pânico e por fim esquizofrenia. Me disseram, mais uma vez, que o Max não era real.

Ah, mas o Max era muito real. Agora ele estava morto na minha cozinha.

Precisava conferir aquele sangue pingando no meu piso, antes que a poça no chão, a essa altura já bem grande, atingisse o tapete e os móveis. A cadeira, da qual seu corpo pendia, provavelmente seria descartada, mas não ia me desfazer dos meus tapetes indianos e dos móveis de carvalho. Não por ele. Ele não valia nem o sabão que eu iria gastar pra limpar o sangue das minhas mãos, que, a propósito, ainda estava nelas.

Fitei a faca sobre a pia, depois os lugares onde ela havia perfurado, rasgando a pele, a carne, o ódio e o que mais estivesse dentro. Estava tão tranquila que isso me assustava. Enquanto pensava o que fazer com o cadáver do homem que eu sempre desejei morto, concluí que esse era um bom final para a minha história.

Eu poderia escrever um livro.



Sei que esse é um conto/crônica maior do que os que costumo postar aqui no blog, por isso já espero que poucas pessoas leiam. Daria pra dividir em duas partes menores, eu sei, mas detesto fazer essas coisas, acho que quebra a história no meio. Bom, nunca tinha escrito algo que envolvesse um assassinato, mas do nada comecei a digitar (como sempre faço) esperando sair alguma coisa e saiu isso, devo estar meio perturbada, haha. Mas não é que gostei? Gostei tanto que quero trabalhar melhor esse texto depois, com mais tempo e inspiração, e transformá-lo em uma narrativa mais longa e elaborada. Quem sabe...