18 de dez de 2014

Look: Jubel

Sempre me estranho quando resolvo montar um look mais mulherzinha. Talvez por não estar tão acostumada, ou talvez por não ser tão a minha cara quanto os outros looks que sempre posto, mas o que importa é que a Juliana aqui sempre está aberta a novas ideias e não se prende sempre em um mesmo estilo.

A saia é da Oasap e já mostrei em um dos vídeos de recebidos/comprinhas daqui do blog, ela serviu perfeitamente bem! Não ficou curta e o caimento é daquele jeito bem menininha, toda rodada, e além disso foi baratinha. A blusa eu usei pouquíssimas vezes, mas já é a terceira vez que ela aparece nos looks daqui do blog, adoro essa estampa quadriculada tão simples e tão moderna ao mesmo tempo.









Blusa: Choies
Saia: Oasap
Scarpin: Miucha
Colar: Romwe



Esse scarpin preto maravilhoso que estou usando nas fotos é da Miucha, estava ansiosa pelo sapato que eles iriam me mandar e quando abri a caixa quase morri de amores. O salto mais grosso e quadrado é bem moderno e dá aquele ar elegante a qualquer look. Sem contar que é um daqueles sapatos indispensáveis, que combinam com quase todo o tipo de roupa. Aprovadíssimo! ♥

A marca também tem muuuuitas outras opções de sapatos, sandálias, rasteirinhas... tudo super atualizado nas tendências e feitos com muito capricho. Confiram.

E aí, o que acharam do look?



12 de dez de 2014

Look: Pursuit Of Happiness

Virei a louca dos kimonos! Hahah. Acho que já falei em algum lugar por aqui que sempre amei peças soltinhas no corpo, com coisas penduradas e aquele aspecto de leveza... deve ser por isso me apaixonei pelos tais kimonos desde a primeira vista.

O desse post é um modelo maravilhoso que pedi na Sheinside, ele tem uma qualidade ótima e ainda por cima tá rolando uns descontos imperdíveis nele e em outros kimonos do site, confira aqui (devia ter esperado essa promoção, #cry).

O short branco de cós alto também é da Sheinside e ficou bem justinho em mim, não porque ele seja menor do que deveria, mas porque a belezinha aqui engordou de novo. Sim, eu amo comida e não me controlo, me julguem. Logo dou um jeito nessas banhinhas - que ainda não me incomodaram - mas que provavelmente vão incomodar na hora de vestir meus biquínis.

O tênis vocês já conhecem, ou deveriam porque postei um look com ele esses tempos, é da Oasap e tô amando usar! Não é tão confortável quanto um all star porque ele tem um saltinho, mas ainda é o conforto inalcançável por um scarpin salto 15.













Kimono Sheinside
Short: Sheinside
regata: lojinha de 10 reais
Tênis: Oasap

*ps: desculpem pela overdose de fotos, mas é que dificilmente eu fotografo perto das plantinhas e acabo gostando de quase todas que tiro assim. Ah, e elas estão praticamente sem edição.



10 de dez de 2014

Document Your Life: NOVEMBER 2014



Novembro choveu bastante e pra quem ama chuva isso é um bom motivo pra felicidade. Em dezembro chove mais ainda, o que nos leva a entender porque ando de tão bom humor.

No meu último mês eu fiz as mesmas coisas de sempre, nos mesmos lugares de sempre, com as mesmas pessoas de sempre. E gravei as mesmas coisas de sempre também, só pra confirmar. Tem snow, pôr do sol na minha cidade com direito a bois pastando, chuva e uma parte besta gravada com o celular. Confira:



Pra quem quiser participar também, é só visitar a página oficial do projeto e ler as regras.



5 de dez de 2014

A rua cheia de ninguém


Passavam os carros, as pessoas, os animais.

O leiteiro, sorridente, cumprimentava as moças debruçadas nas sacadas, como se já fosse um amigo íntimo, e, de fato, quase era. A padaria na esquina iniciava seu movimento, pessoas apressadas chegando, moedas sobre o balcão, o cheiro de pão fresco. O carteiro começava a percorrer as casas, crianças caminhando até a escola, palmas batendo em frente à portões, carros dando partida. A manhã florescia, a rua ficava cheia. Rotina.

Os passos de sempre dançavam na música do asfalto, ninguém poderia reparar no dia lindo que acabara de nascer, ninguém poderia imaginar que por fora de seus corpos, de seus objetivos e da sua pressa, existiam coisas que mereciam atenção. A culpa era da falta de tempo. Não, a culpa era do descaso.

Uma criança sentada no meio-fio da calçada, com os braços sobre os joelhos e a cabeça debruçada. O choro era audível, a imagem, visível a quaisquer olhos, mas ninguém interrompeu o glorioso fluxo do dia, ninguém perdeu seu precioso tempo com um moleque sujo de 10 anos de idade.

Ao lado dele via-se um volume estranho e pequeno na sarjeta, meio bege, meio peludo, uma mancha vermelho escuro mais próxima à rua, vermelho sangue. Descobriu-se o motivo do pobre choro do garoto: um filhote de gato recém atropelado.

O dia esquentava aos poucos, a manhã continuava a correr, até que uma senhora de meia idade, surpreendentemente sem pressa, resolveu parar.

- Era seu gatinho?

- Não.

- Então porque está chorando?

Sem resposta, e mais lágrimas. A mulher continuou ali, uma outra criança, mais velha, também se aproximou, depois um homem barbudo e uma velhinha com sacolas de feira. Em minutos haviam umas oito pessoas em torno do menino, todas fazendo as mesmas perguntas e cochichando em meio aos soluços. Questionavam umas informações perdidas, ligaram os pontos, o filhote estava abandonado no terreno baldio ao lado há duas semanas e alguém vinha lhe dando água e comida nesse tempo. Ninguém conhecia o menino.

- Você quer enterrá-lo? - disse a idosa.

- Eu ia dar ele pra minha irmã, ela ia ficar muito feliz, ela tava doente - e mais choro.

E a mesma senhora, aparentemente a única comovida com a situação naquele grupo se ofereceu:

- Se você quiser eu posso comprar um novo gatinho pra sua irmã, a gente enterra esse e eu compro pra ela qual você escolher, pode ser? - e estendeu a mão, na esperança que o menino cedesse e a acompanhasse.

Ele levantou a cabeça, enxugou um pouco o rosto com a manga da camiseta e olhou para a mão estendida da senhora, depois para seus olhos ternos, e com a voz mais cansada que uma criança poderia ter, disse:

- Minha irmã morreu na madrugada de ontem, dona.

Emudeceram-se. Ninguém sabia o que fazer, ninguém sabia o que falar. O menino debruçou-se de novo, agora num choro exausto quase imperceptível, que causava pena mas parecia não causar mais nada. As pessoas foram saindo, a senhora continuou mais um pouco.

Ninguém derramou suas preciosas lágrimas.

menino sentado no meio-fio